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Informativo dos Filhos de Sant'Ana

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15/06/2011

Misturinter




No último Sábado, dia 11, aconteceu, em Extremoz, na granja das Sarvas do Imaculado Coração de Maria, a festa junina do misturinter. Estiveram presentes as Filhas e Filhos de Sant'Ana, as Servas e a Toca de Assis. Foi um momento de confraternização e celebração dos festejos juninos, típicos da nossa cucltura nordestina. No momento, as formandas da Toca de Assis, fizeram a sua despedida do misturinter, deixando saudades e a alegria da convivência.

Pe. Magno Jales

17/03/2011

Novena de São José - 9º dia


José sendo justo

Evangelho:

Mt 1, 18-21.24

Reflexão:

Último dia da novena a São José! Sabe-se pouco sobre José. Nos evangelhos, ele é apenas uma figura secundária. É impossível descrever sua história de forma mais completa. Naturalmente, Jesus e também os apóstolos, os outros discípulos, Maria, os diversos grupos e autoridades da sociedade são os atores principais. José atuou por trás. No entanto, isso não quer dizer que o carpinteiro não era importante. A maioria de nós não ocupa um lugar central na atenção dos outros. Porém, sabe-se da importância dos pequenos, dos silenciosos, dos ajudantes e dos verdadeiros amigos para a história do mundo. E como tal, José tornou-se um modelo de santidade nos textos de Mateus e Lucas.

Mateus chamou José de Justo. Essa justiça está ligada à decisão de José em receber Maria como esposa e Jesus como filho. José assumiu a tarefa de esposo e pai, e isso em um tempo difícil. O leitor do evangelho é convidado a sentir a angústia do carpinteiro que precisava proteger sua família frente às exigências dos romanos e da violência arbitrária dos governadores herodianos. Mas, ao mesmo tempo, o leitor pode contemplar a fé de José: um homem maravilhado com a esperança messiânica nas palavras do anjo do Senhor ou do velho Simeão; um homem movido pela esperança do êxodo celebrado anualmente, no templo de Jerusalém, a saída dos escravos hebreus do Egito; um homem que agiu conforme sua fé.

Oração:

São José, homem justo, protetor da família, homem de fé, intercede a Deus por todos nós: no empenho por nossas família, no empenho de sermos pessoas justas, na esperança da fé. Amém.


Novena de Sâo José - 8º dia


O carpinteiro-construtor

Evangelho:

Mt 13, 54-57

Reflexão:

Mateus deixou a notícia sobre a profissão de José. Ele usou a palavra grega tekton que pode ser traduzida por carpinteiro, construtor (de casas), operário ou até artista. Conforme o evangelista Marcos, Jesus teve a mesma profissão: não é ele o carpinteiro? (Mc 6,3).

Uma família de carpinteiro-construtores: é provável que José e Jesus fossem bastante conhecidos em Nazaré por seu ofício. Pela tradição da fé, os ofícios e as artes eram bem-vistos.

Os autores da Escritura sagrada chamaram pessoas dotadas de perícia e destreza de sábios. No seu entendimento, o próprio Deus enche alguém com seu espírito para EU tenha sabedoria, inteligência, conhecimento e aptidão para toda espécie de trabalho.

Porém, os ouvintes de Jesus na sinagoga de Nazaré escandalizaram-se com o filho do carpinteiro. Na opinião deles, a sabedoria de Jesus não combinava com o ambiente desse ofício e a simplicidade de sua família.

Talvez seja esse um dos erros mais comuns no pensamento religioso do homem: querer limitar a ação criadora de Deus; negar que Deus confere seu espírito de sabedoria a todas as pessoas.

Oração:

São José, carpinteiro-construtor, tua profissão e tua família foram menosprezadas. Intercede a Deus por nós: para que reconheçamos a dignidade de cada pessoa e seu trabalho, por ela ser criação de Deus, por ela participar com seu trabalho na criação do mundo. Amém.

16/03/2011

Novena de são José - 7° dia


Teu pai e eu estávamos aflitos

Evangelho:

Lc 2, 41-50

Reflexão:

Todo esse evangelho deve ser lido a partir da palavra de Jesus: por que me procuráveis? Não sabíeis que devo me ocupar com as coisas do meu Pai? É a primeira palavra de Jesus no Evangelho de Lucas, querendo lançar luz sobre tudo o que segue. O leitor é convidado a perceber o princípio e o critério de toda a missão de Jesus: fazer a vontade do Pai.

A vida de Jesus revelou a audácia desse projeto. Os que se maravilharam coma compreensão e as resposta do jovem Jesus, mais tarde, procurarão matá-lo. Querer defender a verdade do pai, sem mentira e sem falsos compromissos, causa conflitos gravíssimos em um mundo marcado pela injustiça. É um projeto solitário, pois o profeta não enfrenta apenas a inimizade das autoridades, mas também o abandono pela maioria do povo. Dessa forma, coloca em risco sua própria vida.

Essa dinâmica causa sofrimento e aflição nas pessoas mais próximas. José e Maria sentiram esse drama em suas vidas: “olha, teu pais e eu, aflitos te procurávamos.

Oração:

São José, junto com Maria, te sentiste aflito, aflito em proteger uma vida inocente. Sê o intercessor de todos os pais: no mento em que os filhos procuram a verdade, no mento em que os filhos arriscam a sua vida. Sê o intercessor de todos os jovens: na busca de ideais saudáveis, na busca da vontade do Pai. Amém.

Novena de são José - 6° dia


Seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa

Evangelho:

Lc 2, 41-42

Reflexão:

Com essa pequena notícia, Lucas colocou a família de Jesus no contexto da religiosidade do judaísmo. Páscoa é a festa religiosa mais importante do ano. Ela lembra a saída do povo do Egito, a libertação maravilhosa dos escravos hebreus das mãos de seus opressores. Provavelmente, o momento histórico do êxodo tem de ser situado no final do século XIII a.C., portanto, mais de 1200 anos ou quarenta gerações antes de José.

A lei prescrevia a celebração da festa: observa o mês de abib, celebrando uma páscoa para o Senhor teu Deus, porque foi numa noite do mês de abib que o Senhor teu Deus te fez sair da terra do Egito. O legislador prescrevia também o acontecimento dessa celebração no Templo em Jerusalém. Portanto, tratava-se de uma festa de peregrinação. De Nazaré para Jerusalém, são 120 quilômetros e isso significava uma marcha de vários dias., ida e volta. As famílias andavam em caravanas.

A anotação do evangelista de que a família de Jesus ia anualmente a Jerusalém para a festa das páscoa revela José como um homem piedoso. Ele guardava tempo para celebrar a sua fé. Não queria apagar da memória o Deus Libertador: os egípcios nos impuseram uma dura escravidão. Gritamos então ao Senhor, Deus dos nossos pais, e o Senhor ouviu a nossa voz: viu nossa miséria, nosso sofrimento e nossa opressão. E o Senhor nos fez sair do Egito. A lembrança dessa fé, para José, era uma necessidade e motivo de esperança

Oração:

São José. Homem piedoso, tu caminhaste com tua família e réu povo para celebrar a fé, fé num Deus amigo dos oprimidos, fé num Deus libertador. Sê o intercessor de todos os peregrinos, peregrinos em busca da esperança. Amém.

Novena de são José - 5° dia


José teve medo

Evangelho:

Mt 2,19-23

Reflexão:

Após a morte de Herodes, o Grande, no ano 4 a.C., o reino foi dividido entre três filho. Arquelau ficou com a província da Judéia, da qual Belém faz parte. Nos dez anos de seu governo, houve uma série de conflitos com o povo, os quais Arquelau costumava conter com violência.

José esteve com medo do regime de Arquelau. A situação política não lhe permitia que voltasse com sua família a Belém, terra de seus antepassados. Nesse momento, a narração do evangelista deixa o leitor perceber que Deus, para proteger o novo libertador, conduziu José para um outro lugar. Ele partiu para a região da Galiléia e foi morar numa cidade chamada Nazaré.

Para o evangelista, o nome Nazaré era cheio de esperança. A palavra nezer, do Hebraico, significa rebento. Assim, o nazareu Jesus podia ser identificado com o rebento do qual o profeta falava: Um rebento sairá da cepa de Jessé... E ele fará justiça aos indefesos.

Oração:

São José. Tu tiveste medo do governador. Tu mudaste de lugar por causa da violência na terra. Intercede a Deus por nós: que ele proteja os justos dos violentos, que ele conduza os perseguidos rumo à terra da esperança, rumo à terra onde os indefesos recebem justiça. Amém.

13/03/2011

Novena de São José - 4º dia


José fugiu para o Egito

Evangelho:

Mt 2,13-15

Reflexão:

Segundo os evangelistas Mateus e Lucas, Jesus nasceu quando Herodes, o Grande, era rei da Judéia. Herodes não era bem visto pelo povo, e as críticas referiam-se às origens estrangeiras do rei (seu pai era idumeu, sua mãe um princesa árabe) e sua descendência de Roma, que apoiou sua subida ao trono por ele ser submisso. Em seu governo, Herodes mostrou-se pouco preocupado com á fé e a história do povo, combatendo as tentativas de oposição com brutalidade.

As esperanças proféticas ligadas ao nascimento de um novo rei que firmasse se poder sobre o direito e a justiça naturalmente precisavam desafiar o reino da violência e da injustiça.

José sentiu o drama da perseguição e levou o menino Jesus para o Egito. Para um Israelita, o Egito é um lugar simbólico. Trata-se do berço da história e da fé do povo de Israel. Lá, os antepassados tinham vivido como escravos. Mas, sobretudo, tiveram a experiência de um Deus que escutou seus gritos. Libertando-os de seus opressores, Deus escolheu o povo oprimido como seu filho. Foi com as palavras do profeta Oseías que Mateus lembrou essa fé: do Egito chamei meu filho.

José levou Jesus às origens da história e da fé de seu povo, a fim de que o Deus do êxodo se revelasse novamente como libertador.

Oração:

São José, tu sentiste a brutalidade de Herodes. Tu foste protetor de uma criança inocente. Tu levaste o menino Jesus às origens da fé do seu povo. Fé num Deus que escuta o grito dos oprimidos. Fé num Deus libertador. Sê o intercessor de todos os refugiados. Amém.


12/03/2011

Novena de São José - 3º dia


Evangelho:

Lc 2, 25-33

Reflexão:

Lucas narrou a história de como José e Maria levaram o menino Jesus ao Templo de Jerusalém para fazer o que a lei prescrevia. Provavelmente, o evangelista tinha em vista o sacrifício exigido para a purificação de uma mulher que deu à luz e o resgate do primogênito. Nessa ocasião, aconteceu o encontro com Simeão, um homem justo e piedoso que esperava a consolação de Israel.

O menino Jesus fez Simeão lembrar as palavras que se encontram no livro de Isaías. Quando Israel, no século VI a.C., viveu a crise do exílio babilônico, esse profeta consolador tinha proclamado a esperança de que toda carne veria novamente a glória do Senhor. Deus chamaria Israel para ser a luz das nações, a fim de que a salvação chegasse até os confins da terra.

Oração:

São José, junto com Simeão vista a glória de Deus no rosto do menino Jesus. Tu ficaste encantado com as palavras do profeta. Palavras de salvação. Palavras de libertação. Intercede a Deus por todos nós, para que, junto a ti, fiquemos maravilhados: com as palavras dos profetas e com a pessoa de Jesus Cristo. Amém.