INforme fsa

Informativo dos Filhos de Sant'Ana

Mostrando postagens com marcador Liturgia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Liturgia. Mostrar todas as postagens

05/04/2009

Domingo de Ramos e da Paixão

Domingo de Ramos: I - MEMÓRIA DA ENTRADA EM JERUSALÉMO Domingo de Ramos, abertura da Semana Santa:nós o dedicamos, primeiro, à comemoração da Entrada de Jesus em Jerusalém.É sobretudo o povo pobre, os pequeninos, as crianças,quem mais se alegra com este rei diferente, simples, humildee cheio de mansidão, o Rei dos Pequeninos!Mas, naquele tempo, a festa foi só por um momento,pois logo os poderosos e invejosos se reuniram para tramar a morte de Jesus.Por isso, num segundo momento, a gente faz memória da “conspiração” contra nosso Senhor.“Alegria de pobre dura pouco!”, sempre foi assim.E o Domingo de Ramos é também o da Paixão!De qualquer maneira,a Entrada triunfal de Jesus na Cidade Santa do seu povofoi já um ensaio da sua vitória final, da sua glória definitiva.A dor, a tortura, a morte vêm aí, mas a última palavra será da VIDA!E o luto, o roxo, desses primeiros dias da Semana Santaserá vivido, então, em profunda solidariedade com todos os que hoje sofrem as conseqüências da maldade do mundo,e continuam em sua carne a Paixão de Cristo,mas na firme certeza de que a luta a favor da vida vale a pena,pois o destino de quem dá a vida pela Vida e a felicidade dos outrosé a Ressurreição!Assim foi com Jesus, assim será com os que seguem a Jesus,no caminho da cruz, isto é, do amor apaixonado pela humanidade,do tomar para si a dor alheia,do colocar-se a serviço de quem mais precisa,da solidariedade, da renúncia por amor, da partilha generosa dos bens,da militância capaz de correr riscos pela causa da justiça e da paz,para que os sem vez deste mundo“tenham vida e a tenham em abundância”

Reginaldo Veloso.

Semana Santa

Semana Santa,depende de nós, se ela, de fato, vai ser “santa”:Se tivermos levado a sério a Quaresma que está terminando...Se a esta altura da nossa vida, Jesus Cristo tiver se tornado, realmente, a grande referência da nossa vida...Se, no Domingo de Ramos,a homenagem que vamos fazer ao Rei dos Pequeninos sair do fundo de um coração solidário...Se ao contrário dos que conspiram para morte do Senhor,a gente se juntar com quem luta pela causa da vida...Se a celebração da Reconciliação nos fizer experimentar a Paz, fruto da conversão e do perdão...Se os TRÊS DIAS de comemoração do MISTÉRIO PASCAL,nos fizerem, de fato, vivenciar a passagem do Deus Libertador,• por uma comunhão profunda com aquele que lava os pés dos outrose nos manda fazer o mesmo...• por entendermos qual é o segredo do Pão e do Vinho partilhados, “em sua memória”...• por desvendarmos o significado maior da sua Cruze resolvermos tomar a nossa, indo atrás dele,no caminho do amor de quem dá a vida pela causa da vida!...• por, finalmente, chegarmos a vibrar com o ALELUIAda Ressurreição,porque nos sentimos de pé com Aquele que venceu a morte e queremos fazer acontecer o Reino da PAZ,a Terra Prometida,aqui e agora.
Boa Semana Santa!Procure chegar pontualmente para cada celebração.Melhor ainda se puder chegar um pouco antes, para o ensaio.Melhor ainda mais, se você se dispuser a colaborarna preparação da cada celebração,dando suas sugestões, assumindo tarefas e colaborando como puder,para que tudo se faça de maneira bonita e significativapara o proveito espiritual de todos e todas que virão participar.Você vai ver como esta experiência vai torná-lo(a) feliz,diferente, melhor, o que vai, com certeza, contribuir para que o mundo, em torno de você, melhore também.

Reginaldo Veloso

25/02/2009

Quarta-feira de Cinzas


Com a imposição das cinzas, se inicia uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.
Este tempo vigoroso do Ano litúrgico se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: " matanoeiete", que quer dizer "Convertei-vos". Este imperativo é proposto à mente dos fiéis mediante o austero rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras "Convertei-vos e crede no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás", convida a todos a refletir sobre o dever da conversão, recordando a inexorável caducidade e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.
A sugestiva cerimônia das cinzas eleva nossas mentes à realidade eterna que não passa jamais, a Deus; princípio e fim, alfa e ômega de nossa existência. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais diáfana do fato de que estamos de passagem neste fadigoso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.
Sinônimo de "conversão", é assim mesmo a palavra "penitência" … Penitência como mudança de mentalidade. Penitência como expressão de livre positivo esforço no seguimento de Cristo.

Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa.
Isto só dava por resultado 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). No século VII foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum, para imitar o jejum de Cristo no deserto.
Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitênica pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial e obrigados a manter-se longe até que se reoconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.
Hoje em dia na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Esta tradição da Igreja ficou como um simples serviço em algumas Igrejas protestantes como a anglicana e a luterana. A Igreja Ortodoxa começa a quaresma desde a segunda-feira anterior e não celebra a Quarta-feira de Cinzas.


23/02/2009

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI PARA A QUARESMA DE 2009


Queridos irmãos e irmãs!
No início da Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a Liturgia propõe-nos três práticas penitenciais muito queridas à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para celebrar melhor a Páscoa e deste modo fazer experiência do poder de Deus que, como ouviremos na Vigília pascal, «derrota o mal, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos. Dissipa o ódio, domina a insensibilidade dos poderosos, promove a concórdia e a paz» (Hino pascal). Na habitual Mensagem quaresmal, gostaria de reflectir este ano em particular sobre o valor e o sentido do jejum. De facto a Quaresma traz à mente os quarenta dias de jejum vividos pelo Senhor no deserto antes de empreender a sua missão pública. Lemos no Evangelho: «O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demónio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome» (Mt 4, 1-2). Como Moisés antes de receber as Tábuas da Lei (cf. Êx 34, 28), como Elias antes de encontrar o Senhor no monte Oreb (cf. 1 Rs 19, 8), assim Jesus rezando e jejuando se preparou para a sua missão, cujo início foi um duro confronto com o tentador.
Podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento. As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isto, na história da salvação é frequente o convite a jejuar. Já nas primeiras páginas da Sagrada Escritura o Senhor comanda que o homem se abstenha de comer o fruto proibido: «Podes comer o fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás» (Gn 2, 16-17). Comentando a ordem divina, São Basílio observa que «o jejum foi ordenado no Paraíso», e «o primeiro mandamento neste sentido foi dado a Adão». Portanto, ele conclui: «O “não comas” e, portanto, a lei do jejum e da abstinência» (cf. Sermo de jejunio: PG 31, 163, 98). Dado que todos estamos estorpecidos pelo pecado e pelas suas consequências, o jejum é-nos oferecido como um meio para restabelecer a amizade com o Senhor. Assim fez Esdras antes da viagem de regresso do exílio à Terra Prometida, convidando o povo reunido a jejuar «para nos humilhar – diz – diante do nosso Deus» (8, 21). O Omnipotente ouviu a sua prece e garantiu os seus favores e a sua protecção. O mesmo fizeram os habitantes de Ninive que, sensíveis ao apelo de Jonas ao arrependimento, proclamaram, como testemunho da sua sinceridade, um jejum dizendo: «Quem sabe se Deus não Se arrependerá, e acalmará o ardor da Sua ira, de modo que não pereçamos?» (3, 9). Também então Deus viu as suas obras e os poupou.
No Novo Testamento, Jesus ressalta a razão profunda do jejum, condenando a atitude dos fariseus, os quais observaram escrupulosamente as prescrições impostas pela lei, mas o seu coração estava distante de Deus. O verdadeiro jejum, repete também noutras partes o Mestre divino, é antes cumprir a vontade do Pai celeste, o qual «vê no oculto, recompensar-te-á» (Mt 6, 18). Ele próprio dá o exemplo respondendo a satanás, no final dos 40 dias transcorridos no deserto, que «nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4, 4). O verdadeiro jejum finaliza-se portanto a comer o «verdadeiro alimento», que é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34). Portanto, se Adão desobedeceu ao mandamento do Senhor «de não comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal», com o jejum o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando na sua bondade e misericórdia.
Encontramos a prática do jejum muito presente na primeira comunidade cristã (cf. Act 13, 3; 14, 22; 27, 21; 2 Cor 6, 5). Também os Padres da Igreja falam da força do jejum, capaz de impedir o pecado, de reprimir os desejos do «velho Adão», e de abrir no coração do crente o caminho para Deus. O jejum é também uma prática frequente e recomendada pelos santos de todas as épocas. Escreve São Pedro Crisólogo: «O jejum é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum, portanto quem reza jejue. Quem jejua tenha misericórdia. Quem, ao pedir, deseja ser atendido, atenda quem a ele se dirige. Quem quer encontrar aberto em seu benefício o coração de Deus não feche o seu a quem o suplica» (Sermo 43; PL 52, 320.332).
Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus. Na Constituição apostólica Paenitemini de 1966, o Servo de Deus Paulo VI reconhecia a necessidade de colocar o jejum no contexto da chamada de cada cristão a «não viver mais para si mesmo, mas para aquele que o amou e se entregou a si por ele, e... também a viver pelos irmãos» (Cf. Cap. I). A Quaresma poderia ser uma ocasião oportuna para retomar as normas contidas na citada Constituição apostólica, valorizando o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial, que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e máximo mandamento da nova Lei e compêndio de todo o Evangelho (cf. Mt 22, 34-40).
A prática fiel do jejum contribui ainda para conferir unidade à pessoa, corpo e alma, ajudando-a a evitar o pecado e a crescer na intimidade com o Senhor. Santo Agostinho, que conhecia bem as próprias inclinações negativas e as definia «nó complicado e emaranhado» (Confissões, II, 10.18), no seu tratado A utilidade do jejum, escrevia: «Certamente é um suplício que me inflijo, mas para que Ele me perdoe; castigo-me por mim mesmo para que Ele me ajude, para aprazer aos seus olhos, para alcançar o agrado da sua doçura» (Sermo 400, 3, 3: PL 40, 708). Privar-se do sustento material que alimenta o corpo facilita uma ulterior disposição para ouvir Cristo e para se alimentar da sua palavra de salvação. Com o jejum e com a oração permitimos que Ele venha saciar a fome mais profunda que vivemos no nosso íntimo: a fome e a sede de Deus.
Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira Carta São João admoesta: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?» (3, 17). Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão que sofre (cf. Enc. Deus caritas est, 15). Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente. Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola. Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã, na qual eram feitas colectas especiais (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27), e os irmãos eram convidados a dar aos pobres quanto, graças ao jejum, tinham poupado (cf. Didascalia Ap., V, 20, 18). Também hoje esta prática deve ser redescoberta e encorajada, sobretudo durante o tempo litúrgico quaresmal.
De quanto disse sobressai com grande clareza que o jejum representa uma prática ascética importante, uma arma espiritual para lutar contra qualquer eventual apego desordenado a nós mesmos. Privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de outros bens materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza fragilizada pela culpa da origem, cujos efeitos negativos atingem toda a personalidade humana. Exorta oportunamente um antigo hino litúrgico quaresmal: «Utamur ergo parcius, / verbis, cibis et potibus, / somno, iocis et arcitius / perstemus in custodia – Usemos de modo mais sóbrio palavras, alimentos, bebidas, sono e jogos, e permaneçamos mais atentamente vigilantes».
Queridos irmãos e irmãos, considerando bem, o jejum tem como sua finalidade última ajudar cada um de nós, como escrevia o Servo de Deus Papa João Paulo II, a fazer dom total de si a Deus (cf. Enc. Veritatis splendor, 21). A Quaresma seja portanto valorizada em cada família e em cada comunidade cristã para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma abrindo-a ao amor de Deus e do próximo. Penso em particular num maior compromisso na oração, na lectio divina, no recurso ao Sacramento da Reconciliação e na participação activa na Eucaristia, sobretudo na Santa Missa dominical. Com esta disposição interior entremos no clima penitencial da Quaresma. Acompanhe-nos a Bem-Aventurada Virgem Maria, Causa nostrae laetitiae, e ampare-nos no esforço de libertar o nosso coração da escravidão do pecado para o tornar cada vez mais «tabernáculo vivo de Deus». Com estes votos, ao garantir a minha oração para que cada crente e comunidade eclesial percorra um proveitoso itinerário quaresmal, concedo de coração a todos a Bênção Apostólica.
Vaticano, 11 de Dezembro de 2008.
BENEDICTUS PP. XVI
© Copyright 2008 - Libreria Editrice Vaticana

QUARESMA


1. O que é a Quaresma?

· A Quaresma tem dupla índole: batismal e penitencial. É caracterizada pela escuta intensificada da Palavra de Deus, pela oração e pela mudança de vida pessoal e social.
· Quaresma é tempo de preparação para a Páscoa que começa na Quarta-feira de Cinzas e vai até a missa da Ceia do Senhor, com a qual iniciamos o Tríduo Pascal.
· São quarenta dias em que somos convidados a viver o mistério de Jesus no deserto, a ficar cara a cara com Deus na oração pessoal e comunitária, escutando sua Palavra, sendo provocado por ele, deixando que purifique nossa fé e nos afaste de tudo aquilo que nos impede de vivê-la com radicalidade.
· Também o povo de Israel fez sua experiência de deserto e foi provado durante 40 anos, convidado a deixar para rãs a escravidão no Egito, e a buscar, esperançoso, a Terra Prometida.
· Quaresma é tempo de jejum. Este não tem valor em si, mas é um meio poderoso para nos disciplinar a aprendermos a não seguir nossa própria vontade, mas a do Senhor.
· Quaresma é tempo de Campanha da Fraternidade. Além do jejum, a Quaresma tem sido tradicionalmente tempo de oração e esmola. Esmola, não no sentido pejorativo e mesquinho de quem dá o que sobra; mas no sentido bíblico de ter amor e compaixão, de abrir o coração para os irmãos necessitados, excluídos, injustiçados..., procurando juntos caminhos para se estabelecer uma sociedade justa, fraterna, não-excludente.
· A penitência do tempo da Quaresma não seja somente interna e individual, mas também externa e social.
· Por isso, atualizando estes três meios tradicionais, a Igreja no Brasil organiza todos os anos durante a Quaresma, desde 1964, a Campanha da Fraternidade (CF).
· Cada ano, a CF focaliza um aspecto de nossa vida em sociedade que é preciso melhorar, a fim de que, como cristãos, possamos contribuir para que a humanidade alcance este objetivo.
· A Cf deste ano tem como tema: Fraternidade e segurança pública; e como lema: A paz é fruto da justiça. Com este tema e com este lema, iremos refletir sobre a realidade do sistema judiciário. Queremos, assim, tomar consciência da difícil situação em que vivem hoje acusados e vítimas e, mais que isso, ser solidários através da oração e de gestos concretos que visem a implantar em nosso país uma justiça que faça justiça sendo justa.
· As celebrações litúrgicas, como expressão ritual de nossa fé, como ponto e ponto de referência de toda a vida cristã, não podem, portanto, deixar de expressar a realidade, os fatos, os acontecimentos de nossa vida, os sinais de morte e de ressurreição presentes na história atual de cada um de nós, da comunidade, da sociedade, do mundo...
· Não podem deixar de nos levar a um compromisso vital com a transformação da realidade, fazendo com que nela vá resplandecendo a luz da ressurreição de Cristo Jesus.

2. Algumas características das celebrações do tempo da Quaresma

· A Quaresma requer sobriedade, despojamento, ares de deserto!
· O clima geral é de recolhimento, retiro. Por isso, não se canta o Glória (a não ser nas solenidades e festas ou em alguma celebração), nem o Aleluia... não se tocam instrumentos musicais (a não ser se for necessário para acompanhar os cantos).
· Pelo mesmo motivo, toda a organização do espaço de celebração será de grande sobriedade e despojamento.
· Não se usam flores nem outros enfeites (a não ser no quarto domingo) usa-se a cor roxa para as vestes litúrgicas (casula, estola...); nos locais em que se tem o costume de cobrir a mesa da Palavra com um pano, pode-se usar da mesma cor (No quarto domingo, a cor usada tradicionalmente é o cor-de-rosa).
· Não deve faltar a celebração penitencial, em preparação às festas pastais.
· Em muitas regiões, a via sacra é devoção inseparável da prática quaresmal.

3. As celebrações da Quaresma

· Celebração das cinzas.
· Cinco domingos da Quaresma.
· Cinco semanas da Quaresma.
· Celebrações penitenciais.
· Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor.
· Missa do Crisma.


BUYST, Ione. Preparando a Páscoa: Quaresma, Tríduo Pascal, Tempo Pascal. São Paulo: Paulinas, 2002.


Pe. Magno Jales