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Informativo dos Filhos de Sant'Ana

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30/09/2012

Ingresso no noviciado na Itália.









Ingressaram no Noviciado na Itália, 4 postulantes, sendo 3 Filipinos e 1 Italiano. O mestre do Noviciado será o Ir. Josimar Mesquita, Brasileiro. Rezemos para que esta etapa seja um tempo favorável para cada jovem no amadurecimento da vocação como FSA.

16/08/2010

Votos Perpétuos do Ir. Josimar 26\07







07/07/2010

Profissão Perpétua – Roma




No proximo 26 de julho, Solenidade de Sant’Ana e São Joaquim, genitores de Maria Imaculada, na capela da casa geral, em Roma, eu, Fr. Josimar, juntamente com o Fr. Ernesto (Bolívia) e mais 13 Irmãs Filhas de Sant’Anna, dentre as quais 3 brasileiras (Ir. A. Lúcia Helena – Prov. Norte, Ir. Ana Lucélia – Prov. Nordeste e Ir. Ana Núbia – Del. de Amazonas), consolidaremos nossa aliança definitiva ao Senhor, por meio da Profissão Perpétua dos Conselhos Evangélicos de Castidade, Pobreza e Obediência.
Por isso, vos pedimos a comunhão espiritual, para que com a graça do Espírito Santo, o auxílio de Maria Imaculada e de Sant’Ana, sua Mãe; possamos, com todo o nosso ser e por toda a nossa existência, viver e agir segundo a regra de vida da Família Religiosa dos Filhos e Filhas de Sant’Ana; e assim, em comunhão com nossos Irmãos e Irmãs no carisma, aperfeiçoar o dom da nossa total consagração ao Senhor e atingir a perfeição da caridade.
Na força da oração que nos une, vos abraço.

Ir. Josimar Júnior, fsa.

26/05/2010

Festa da Associação


Roma, 26 de maio de 2010


“Tudo è estabelecido do meu Bem
e já vejo os filhos do coração da Santa
todos atentos e cheios do amor de Deus,
trabalhando para a sua glória,
convertendo pecadores,
evangelizando todo o mundo
e dando a Obra das Filhas um brilho dos mais belos.
Oh, sonho beato!”


Para que o homem possa dar passos de concreta realização na própria vida, deve ser convencido que foi criado para uma vida di dialogo e intimidade com o Deus da vida, e que somente estando nele encontra o sentido último do seu existir.
Crer que tudo é estabelecido por Deus deve hoje nos encher de coragem, de esperança para continuar o nosso caminho na construção desta Obra. Para isso é necessário viver sempre mais com o coração, com seriedade a missão que nos foi dada; esta atentos para que os nossos atos e palavras correspondam sempre a vontade Divina e principalmente ser capaz de amar sempre, um amor oblativo que não espera nada em troca.
Quanto mais assim vivemos mais conseguiremos fazer com que Cristo seja conhecido e amado por todos, e muitos serão os frutos de santidade para a Igreja; mais seremos dentro da nossa família religiosa uma verdadeira expressão do amor misericordioso do Pai. Sem dúvida este é um belíssimo sonho.

Coragem! É tempo de recomeçar a caminhar!

Parabéns por este dia!

Padre Leandro, fsa

22/02/2010

Renovação dos votos


“Antes de formar-te no ventre materno, eu te conheci;
antes de saíres do seio de tua mãe,
eu te consagrei e te fiz profeta das nações.”   (Jr 1,5)

Caros Irmãos, Irmãs, amigos e amigas, expresso a alegria de partilhar com vocês, a graça de mais uma vez, renovar diante do Senhor e da sua Igreja, o dom da minha consagração religiosa.
No dia 31 de janeiro p.p., já em preparação à festa da Apresentação do Senhor, numa liturgia simples, mas acompanhada de uma dinâmica toda vocacional, eu e mais duas Irmãs Filhas de Sant’Ana – Ir. Ana  Lucélia (Brasil – Nordeste) e Ir. Ana Mabel (Bolívia) –, na capela da Casa Geral, renovamos o nosso empenho de seguir a Jesus Cristo na prática dos conselhos evangélicos de Castidade, Pobreza e Obediência, segundo nossos estatutos e constituições, até os votos perpétuos.
Com sentimentos de profunda gratidão, elevo o meu louvor ao Senhor que “me formou, escolheu e consagrou desde o seio materno”, e do mesmo modo, imploro a sua misercórdia e o dom da fidelidade para que a minha promessa seja perpetuada no quotidiano de minha existência.
Com afeto, agradeço aos meus Superiores que, em nome da Igreja, receberam os meus votos e me associaram ao Sacríficio de Cristo. E a cada um(a) pela oração e apoio fraterno.

Ir. Josimar Júnior, fsa.

24/12/2009

Mensagem de Natal


“Noite de Natal de 1889,

No início da Santa Missa senti uma grande união com o Senhor e quando si aproximou o momento da comunhão com a mente fui até a gruta onde o caro Jesus acabava de nascer.
Ao recebê-lo senti algo que não consigo descrever; devo acalmar-me e não sei si conseguirei descrever.
Assim que deu meia-noite o meu coração, ou melhor o meu lado, começou a saltar di um modo tal como nunca tinha experimentado assim forte; a tal ponto que todo o corpo era uma batida só, o meu peito pulava forte. Oh, que senti! Assim continuou até o final da terceira missa, mas nada me impediu a união que tive com o meu Bem, antes me ajudava.
Meu corpo parecia ser apenas um pulso que pulsava com forte violência e sem interrupção. Pedi ao meu Bem, ao caro Menino, que me permitisse de ficar entre os dois animais, perto do burro, para que pudesse também aquecer os seus pés.
Mas não recebe nenhuma resposta: senti muito, mas tudo era como escuro, e chorei:
- Por que, meu amor, isto?
Estive por alguns instantes assim e depois permanece perto da manjedoura; parecia que Jesus e Maria Santíssima estavam bem sérios, que não me quisessem ali e que somente quisessem os pastores.
Eu, triste, empurrava os pastores, os motivavam, mas era pior.
Oh, que dor! Eu chorei de novo, porque não poderia nem mesmo ter a sorte do burro!
E Maria Santíssima [era assim] séria! Meu Deus, parecia ainda poder ver e sentia uma grande dor!
Coloquei-me aos pés de São José e pediu-lhe que cobrisse a minha miséria com o seu manto, obtivesse da Virgem Maria a possibilidade de ficar aos pés de Jesus e aceitasse que eu fizesse os serviços mais humildes.
Tudo muda de modo repentino tanto a Mãe como o Filho e quando os pastores se aproximaram para beijar os pés do Salvador eu me afastava e não sentia mais desgosto. Quando a Virgem Maria tomou a criança em seu seio, eu estava a seus pés e tentava aquecer os pés [do menino Jesus], eu rezava ao Todo-Poderoso que fizesse sair de mim um fogo tal para poder aquecer aqueles sagrados personagens .
Pedi-lhe varias graças e assim doce se mostrava certificando-me que teria recebido.”
(Beata Madre Rosa Gattorno)

Que neste santo dia o menino Jesus possa verdadeiramente nascer em seu coração, enchendo sua vida de verdadeira alegria e principalmente do grande desejo de santidade. Que como Madre Rosa possa ter a graça de estar naquele lugar santo adorando o Menino Jesus, servindo-o com o seu pouco e abrindo-se assim a todas as graças que Ele quer te dar.
Feliz Natal!

Padre Leandro, FSA

06/08/2009

Oração para o Ano Sacerdotal


Caríssimos Irmãos e Irmãs,

Hoje a Igreja celebra São João Maria Vianney, e no 150º aniversário de sua Páscoa a Igreja se reúne em torno aos seus sacerdotes para redescobrir a sua presença fecunda e para proclamar, uma vez mais, com a alegria cristã, o seu essencial e distinto ministério, dentro da missão universal da Igreja.

Por ocasião desta belíssima memória, o Ano Sacerdotal, como pensado pelo Santo Padre, não será um ano “reservado aos sacerdotes”, mas para toda a Igreja. Por isso, como uma única família, queremos, de modo especial neste dia, rezar por todos os Sacerdotes do mundo inteiro, para que vivam, a exemplo do Cura d’Ars, com fidelidade a sua vocação e missão.

ORAÇÃO PARA O ANO SACERDOTAL

Senhor JESUS,

Vós quisestes dar a Igreja, em São João Maria Vianney, uma imagem vivente e uma personificação da caridade pastoral.

Ajudai-nos a viver bem este Ano Sacerdotal, em sua companhia e com o seu exemplo.

Fazei que, a exemplo do Santo Cura D’Ars, possamos aprender como estar felizes e com dignidade diante do Santíssimo Sacramento, como seja simples e quotidiana a vossa Palavra que nos ensina, como seja terno o amor com o qual acolheu os pecadores arrependidos, como seja consolador o abandono confiante à vossa Santíssima Mãe Imaculada e como seja necessária a luta vigilante e fiel contra o Maligno.

Fazei, ó Senhor JESUS que, com o exemplo do Cura D’Ars, os nossos jovens possam sempre mais aprender o quanto seja necessário, humilde e glorioso, o ministério sacerdotal que quereis confiar àqueles que se abrem ao vosso chamado.

Fazei que também em nossas comunidades, tal como aconteceu em Ars, se realizem as mesmas maravilhas de graça que fazeis acontecer quando um sacerdote sabe “colocar amor na sua paróquia”.

Fazei que as nossas famílias cristãs saibam descobrir na Igreja a própria casa, na qual os vossos ministros possam ser sempre encontrados, e saibam fazê-la bela como uma igreja.

Fazei que a caridade dos nossos pastores anime e acenda a caridade de todos os fiéis, de tal modo que todos os carismas, doados pelo ESPÍRITO SANTO, possam ser acolhidos e valorizados.

Mas, sobretudo, ó Senhor JESUS, concedei-nos o ardor e a verdade do coração, para que possamos dirigir-nos ao vosso Pai Celeste, fazendo nossas as mesmas palavras de São João Maria Vianney:


Eu Vos amo, meu DEUS, e o meu único desejo é amar-Vos até o último suspiro da minha vida.

Eu Vos amo, DEUS infinitamente amável, e prefiro morrer amando-Vos a viver um só instante sem Vos amar.

Eu Vos amo, Senhor, e a única graça que Vos peço é a de amar-Vos eternamente.

Eu Vos amo, meu DEUS, e desejo o céu para ter a felicidade de Vos amar perfeitamente.

Eu Vos amo, meu DEUS infinitamente bom, e temo o inferno porque lá não haverá nunca a consolação de Vos amar.

Meu DEUS, se a minha língua não Vos pode dizer a todo o momento que Vos amo, quero que o meu coração Vo-lo repita cada vez que respiro.

Meu DEUS, concedei-me a graça de sofrer amando-Vos e de Vos amar sofrendo.

Eu Vos amo, meu divino Salvador, porque fostes crucificado por mim e porque me tendes aqui em baixo crucificado por Vós.

Meu DEUS, concedei-me a graça de morrer amando-Vos e de saber que Vos amo.

Meu DEUS, à medida que me aproximo do meu fim, concedei-me a graça de aumentar e aperfeiçoar o meu amor.

Amém.

S. João Maria Vianney

Ir. Josimar

27/07/2009

Feliz dia de Sant'Ana direto de Séfores - Terra Santa

Sefores, 26 de julho de 2009
“Dia de Sant’Ana, minha mãe: julho de 1887.
Desde a vigília sentia dentro de mim coisas indescritíveis que não conseguia explicar.
Desde os primeiros dias do mês sentia forte o desejo de permanecer a Roma durante a festa da Santa; segundo o costume me deixei guiar do meu Bem, porque sentia como uma mão que me fazia agir e mesmo se tivesse vontade de fazer diferente, esta força me vencia, me parava. Mas devo dizer que pela misericórdia de Deus jamais fiz resistência; ao contrario estou muito atenta e pronta a seguir as ordens do meu Mestre e Esposo Dileto.
Então na manhã desde dia fui a capela onde fiz a meditação e depois participei da Missa onde pude receber a santa comunhão. As orações, as suplicas que fazia a santa Mãe para que aceitasse os votos que as suas filhas faziam e renovavam; desse a todas a santa perseverança e não permitisse que nenhuma desistisse do seu caminho. Provava uma união tão grande que me parecia encontrar-me perto a todas as Filhas de Sant’Ana a receber os seus votos.
De improviso me aparece a santa Mãe toda ocupada em receber cartas; as pegava, as coloca vizinho a si sobre uma mesa e as colocava uma em cima da outra, mas algumas que não tinham nada escrito: estas jogava fora. Mas bem recordo que também algumas escritas as olhava e depois as jogava fora, mas aquelas que jogou fora não chegavam a vinte, me parece.
Mas a grande alegria que tinha em colocar uma em cima da outra e a todas colocava o sigilo, como quando se mete o selo da nossa Casa sobre uma carta importante.
Foi tal a consolação que provei que, terminada a visão, me comovi e versei escondida duas lagrimas. Senti forte o dever de agradecer!
Não sei, a alma inebriada falava com a Santa Mãe em uma maneira celeste parecendo de estar sempre diante dela. Por quanta distração tivesse naquele dia não me tirava a união forte com Deus e tinha sempre aquele sentimento que provei na manhã daquele dia.” (Memorie pg. 776)
Caríssimos irmãos e irmãs,
Hoje vivemos um dia de grande festa, celebramos nossa Mãe e com ela nos alegramos por todas as maravilhas que o bom Deus opera na nossa vida. Hoje a santa Mãe quis que eu estivesse aqui na sua Terra natal, na sua casa a Sefores, é verdadeiramente maravilhoso poder daqui unir-me com toda a nossa família religiosa que exalta o nome da nossa matrona.
No texto acima Madre Rosa nos recorda principalmente a grande proteção que Sant’Ana nos dá. Ela como mãe nos ajuda a caminhar e a ser fieis no nosso sim. Nos recorda ainda que o importante é ser de Deus, é o viver por Ele e que o nosso fazer somente ganha sentido quando permanecemos nele. De nada adianta correr tanto se não somos capazes de viver no nosso mestre e esposo Jesus.
Que Sant’Ana nos ajude a viver a unidade, o amor verdadeiro, para que realmente possamos ser continuação da sua família e assim sermos dignos de ser chamados Filhos e Filhas de Sant’Ana.
Um forte abraço!

Padre Leandro, fsa

22/06/2009

Abertura do Ano Sacerdotal



Nesta sexta-feira 19 de junho – solenidade do Sagrado Coração de Jesus e Dia de Santificação dos Sacerdotes – paraticipamos da celebração das segundas Vésperas, presidida por Bento XVI na Basílica de São Pedro. Com essa celebração, o Santo Padre abriu o Ano Sacerdotal por ele convocado, com o tema “Fidelidade de Cristo, Fidelidade do sacerdote”, a convocação acontece por ocasião do 150º aniversário da morte do padre francês, São João Maria Vianney, o Cura D'Ars,e padroeiro dos párocos, e a partir de hoje,proclamado pelo papa, padroeiro dos sacerdotes de todo o mundo.
O Santo Padre desenvolveu a sua homilia partindo da festa que celebramos, contextualizando-a na liturgia do dia. Afirmou que no Antigo Testamento se fala 26 vezes do coração de Deus, considerado como o órgão de sua vontade.
Na solenidade do Sagrado Coração – frisou o papa – "a Igreja oferece este mistério à nossa contemplação, o mistério do coração de um Deus que se comove e derrama o seu amor sobre a humanidade". Nele, encontra-se o núcleo essencial do cristianismo, disse, acrescentando que em Cristo nos foi revelada e oferecida toda a novidade revolucionária do Evangelho: "o Amor que nos salva e nos faz viver desde já na eternidade de Deus".
Agradeceu ainda, a todos aqueles e aquelas que, respondendo a seu convite, se fizeram presente na Basílica de São Pedro para a celebração com a qual foi aberto o Ano Sacerdotal. E fez votos de que esta sua iniciativa seja uma ajuda e encorajamento a fazer deste ano uma ocasião propícia para crescer na intimidade com Jesus, "que conta conosco, seus ministros – ressaltou – para difundir e consolidar o seu Reino".
Em seguida, recordou as "promessas sacerdotais" feitas no dia da ordenação presbiteral e que são renovadas todos os anos, na Quinta-feira Santa, na missa do Crisma.
"Até mesmo as nossas carências, os nossos limites e fraquezas devem reconduzir-nos ao Coração de Jesus" – disse o Papa – ressaltando que nada faz a Igreja sofrer tanto quanto os pecados de seus pastores, sobretudo daqueles que se transformam em "ladrões das ovelhas" (Jo 10, 1ss) ou porque as desviam com as suas doutrinas privadas, ou porque as abordam com laços de pecado ou de morte.
"Também para nós, caros sacerdotes – exortou – vale o chamado à conversão e ao recurso à Divina Misericórdia, e igualmente devemos dirigir com humildade ao Coração de Jesus o premente pedido de que nos preserve do risco terrível de prejudicar aqueles a quem devemos salvar."
Por fim, Bento XVI recordou que "a Igreja precisa de sacerdotes santos; de ministros que ajudem os fiéis a experimentar o amor misericordioso do Senhor e sejam testemunhas convictas desse amor.
O Papa concluiu a homilia da celebração das segundas Vésperas dirigindo-se a Nossa Senhora: "Que a Virgem Santa, nossa Mãe, nos acompanhe no Ano Sacerdotal que hoje iniciamos, para que possamos ser guias firmes e iluminados para os fiéis que o Senhor confia aos nossos cuidados pastorais."
Unidos pois, a todos os sacerdotes e de um modo bem especial, aos sacerdotes Filhos de Sant’Ana, queremos dar os parabéns e a certeza de nossas preces para que esta iniciativa possa, de fato, atingir o seu objetivo de “ajudar a perceber cada vez mais a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea”.
Um feliz Ano Sacerdotal!
Ir. Josimar

26/05/2009

Festa da Associação

Como é maravilhoso poder contemplar a ação de Deus nas nossas vidas. Ele que apesar de todas as nossas misérias e infidelidades continua através o seu Espírito a conduzir a sua Obra e a concretizar nesta o projeto divino. É belo poder perceber que a nave ainda tão pequena e frágil continua a navegar em um mar, muitas vezes agitado e feroz; percebemos que muitas vezes realidades externas e internas dificultam o navegar da nave. As vezes é difícil acolher uma bandeira, aquela do “Patire e amare“, como algo de necessário e importante para o bem proceder da obra; já que se tem uma grande tentação de procurar na acomodação, no conforto aquilo que somente na doação e na entrega total de si se consegui.

Este ano esta pequena nave faz 16 anos de existência, e está chegando a juventude. No ano de 1882 o Instituto das Filhas de Sant’Ana também fazia 16 anos, foi um ano marcado por grandes eventos na vida da Madre e de todo o Instituto, como por exemplo: a estruturação do conselho geral, a decisão de transferir a Roma a sede geral, a morte da mãe de madre Rosa, e quase no final do ano, exatamente no dia 29 de dezembro, encontramos nas memórias, a primeira vez que a Madre fala da fundação dos Filhos de Sant‘Ana.

Imaginemos o que no coração da Madre era presente, de um lado toda a organização do Instituto feminino e do outro a voz Divina que constantemente a impulsionava a dar inicio a uma nova obra. Sem duvida não era fácil acolher tais desafios. Naquele momento Deus suscitava no coração de Rosa algo novo, o Espírito a impulsionava a dar uma resposta concreta a “Vontade Divina“. Mas o que dava a Madre a certeza de que isso era vontade de Deus? Imaginemos que nos encontramos em meio a grandes dificuldades, que precisamos de ajuda, de sustento para que aquilo que devemos fazer seja bem orientado e constantemente conduzido a vontade de Deus. Quanto para Madre era difícil ver que muitas vezes as suas filhas eram conduzidas por espíritos diversos e que isso ocasionava muitos distúrbios a Obra. Vem quase que espontâneo o desejo de uma ajuda. Aqui percebemos o quanto o Espírito ache através da nossa historia, quase como se aproveitasse daquilo que vivemos para nos mostrar o caminho a seguir. Podemos assim afirmar que deveríamos ter brotado em um momento de desafios, para sermos uma resposta concreta a estes. Mas os caminhos de Deus são misteriosos, aquele não era o momento para que tal obra surgisse, era simplesmente o momento escolhido por Deus para mostrar a sua vontade; como uma profecia proferida da boca de Deus.

Que neste dia tão especial o nosso coração possa si unir ao da Madre, para poder descobrir, cada vez mais, a vontade do Dileto Jesus, nosso amado Crucificado. Na certeza desta vontade, possamos ser ousados, corajosos e sobretudo incansáveis na busca da santidade. Deus nos confia algo de preciso e grande e depende do empenho, do amor de cada um de nós o florecer desta obra na Igreja. Cada um possamos dar o melhor de nós mesmos para que esta Obra possa ser pela Igreja aquilo que Deus quer.
Pe. Leandro Cunha

04/05/2009

Uma feliz festa de Madre Rosa!


“Meu Bem, me faz morrer!
Toda a noite durou este estado e esta manhã, na minha comunhão. Oh! Doce Amor, que de tão forte provei!
E sempre me continua;
não sei como conter-me, procuro estar em mim mesma mais que posso
e vou sempre pensando nas realidades da Obra.
Mas o meu Amor é forte e me vence. Quanto tenho medo que alguém perceba!
Tú, docíssimo meu Bem, poderias dizer que coisa sabe
fazer em uma criatura assim mesquinha e ignorante.
Oh! bondade infinita, amor, incompreensível!”
(Mem. p. 496)


Como seria surpreendente se tivéssemos como viajar no tempo e contemplar com os nossos próprios olhos o dia 6 de maio de 1900. Estar ali no quarto onde Madre Rosa viveu, sem dúvida, o momento mais belo e esperado da sua vida. Podemos chamá-lo o momento do encontro, da verdade, da vida; encontrar-se com o seu Sumo Bem e poder permanecer n’Ele por toda eternidade. Naquele momento, não somente o seu coração ardia, como tantas vezes nas suas memórias escutamos falar; mas agora, todo o seu ser queimava de amor pelo seu grande Amor. Olhar nos olhos do Amado, deixar-se seduzir e guiar-se por Ele, falar palavras de amor e fazer daquele momento a eternidade. Imagino que enquanto as irmãs ali presentes guardavam o seu corpo já sem vida, algo de maravilhoso acontecia. A partir daquele momento terminavam as dores, os sofrimentos, tudo aquilo que tanto machuca o nosso ser. Agora, nesse momento, somente alegria e vida.

Este foi, sem dúvida, o momento mais feliz de toda a vida da Madre, pois se concretizou aquilo pelo qual lutou toda a sua vida: ser inteiramente do seu Dileto Jesus, o seu amado Crucificado.
Sabemos que não é possível voltar àquele momento, mas ao entrar neste quarto, ao menos com a mente, e porque não dizer, neste lugar santo, podemos fazer memória daquele dia e, ao revivê-lo, encontrar forças para continuar o nosso caminho e tomar consciência de que também podemos vivê-lo se, como a Madre, formos ousados em antecedê-lo de uma vida de amor e doação.

Como nos custa viver este amor, como é difícil ter a coragem de perder tudo, de consumir-se em Deus e por Deus. Sabemos que neste amor teremos tudo, mas muitas vezes o buscamos em coisas passageiras e efêmeras. Nos iludimos, buscamos a vida, e aquilo que encontramos é a morte. Quantas vezes nos esquecemos que o amor a Deus não é feito de bonitas palavras, ou mesmo de ricos rituais, nos iludimos e deixamos de percorrer o verdadeiro caminho. Amar é, acima de tudo, deixar-se amar pelo Amor, e quando seduzidos por ele, sermos capazes de amar a tudo e a todos. Ver o outro como sacramento de Deus na nossa vida e, como por um milagre, nos decidirmos em perder tudo, esquecer-mos da nossa vontade, das nossas ideias, viver para fazer o outro feliz; viver para dar vida ao outro.
Achamos que quanto mais tivermos, mais seremos felizes, mas Madre Rosa, como grande discípula do Cristo, nos ensina que é dando tudo que se ganha o tudo, que é tendo a coragem de perder que podemos nos tornar grandes vencedores! Doar a vida é sempre muito difícil! Muitas vezes, pensamos somente em nosso bem estar, em nossa felicidade, achando que esta é destacada da felicidade dos outros. Somos egoístas e, tantas vezes, incapazes de amar por amar. Quando realmente amarmos, doar-se nunca será um peso, e sim, o sentido do nosso viver!
Neste dia tão especial, que possamos fazer uma grande festa pela nossa Madre, nossa mãe! Que sejamos capazes de deixar que estes sinais vividos hoje, possam nos convencer de que somente vivendo este amor-doação, tudo teremos. Quem dera este sonho se torne realidade e, sem dúvida, a partir de nós, um mundo novo começará a surgir! No amor, a nossa esperança será fortalecida, e mesmo que o Amado demore a vir, nosso coração deve sempre viver a certeza que no final, Ele sempre vencerá! Talvez a nossa missão seja simplesmente aquela de plantar, mas se temos esperança, sabemos com certeza de que um dia outros colherão.

Penso que hoje, o que a Madre mais nos teria a dizer seria: “CORAGEM, e com um fervoroso empenho imitemos *(a Cristo) em tudo, e junto a vós, estreitos como vos tenho no meu Caro Crucificado, façamos um voto ao Coração de Jesus de ser até a morte seus por toda eternidade.” (Lett. 230, vol 4)

Uma feliz festa de Madre Rosa!

Padre Leandro, fsa


* Neste texto a Madre se refere a Santa Rosa de Lima, mas podemos perceber que as virtudes que a Madre reconhece nesta santa, nos conduz de modo espontaneo a propria imitação de Cristo.

27/04/2009

Novena de Madre Rosa


Caríssimos Irmãos e Irmãs,


Hoje começaremos como Família Religiosa a novena em preparação a festa de Madre Rosa. Que neste tempo possamos estar unidos através da oração. A oração para Madre Rosa é a chave de todas as graças, justamente porque nos colocamos na presença do Sumo Bem e deste modo nos deixamos transformar pela sua graça. A oração como uma realidade constante que acompanha toda a nossa jornada, ou seja, vivemos a cada momento na presença de Deus, vivendo e fazendo a sua vontade. Que neste tempo através da nossa fidelidade, do nosso renovar o Sim ao Senhor, possamos ser acolhedores de todas as graças que Deus deseja constantemente derramar sobre nós e que muitas vezes devido as nossas infidelidades não produzem os frutos pensados por Deus. Que o nosso estar em Deus provoque uma nova primavera na nossa família e assim belíssimo será este jardim na Igreja.

Padre Leandro, fsa


12/04/2009

É HORA DE RECOMEÇAR A VIAGEM!


Podemos comparar a vida do homem a uma belíssima viagem! Uma viagem marcada por tantos imprevistos, que o faz viver momentos de sofrimento e outros de alegria. O certo é que um dia, mesmo sem querer, ele partiu; aos poucos foi tomando consciência de tudo o que estava ao seu redor; a cada momento foi aumentando o seu ciclo de amigos, alguns que chegaram para ficar, outros que simplesmente passaram pelo seu caminho. Em alguns dias a alegria de conhecer algo de novo, de continuar firme a viagem; outras vezes o desanimo, o cansaço, a desmotivação em continuar. Para alguns esta viagem é breve, para outros muito longa. Alguns continuam a viajar cultivando no coração a certeza de que um dia a viagem terminará, não cultivam um objetivo, simplesmente caminham. Outros ao contrario sabem onde querem chegar e se deixam motivar a cada momento por esta meta. Outros alem da meta tem a certeza de que não estão sozinhos, que sempre tem alguém que os acompanha, lhes motiva e ajuda a caminhar. Nós cristãos devemos sempre mais pertencer a este ultimo grupo. A nossa viagem é marcada principalmente pela presença do ressuscitado. Durante o tempo da quaresma realizamos uma longa viagem. A cada domingo a liturgia nos fazia visitar novos lugares e ao mesmo tempo éramos interpelados a viver determinadas realidades. Vamos juntos refazer esta viagem: *Fomos conduzidos com Jesus ao deserto, e ali fomos chamados a dizer não ao pecado. *Depois subimos o monte Tabor, e juntamente com os discípulos, contemplamos a gloria de Deus, e fomos chamados a reconhecer a divindade de Cristo. *Do Tabor entramos no Templo, contemplamos o zelo di Cristo, e fomos chamados a entrar em intimidade com Ele através da oração. *Saímos do Templo e era hora de estar aos pés da cruz, o chamado a fazer da cruz a bússola que orienta a nossa vida. *Entramos então no próprio Cristo, e n’Ele contemplamos a verdade e a vida. *Com o povo de Jerusalém aclamamos a Jesus, e fomos convidados a reconhecê-lo como Rei e Senhor. *No cenáculo participamos da última Ceia, onde Cristo se torna pão de vida eterna, aqui o convite a nutrir-se sempre deste alimento divino. *Reconhecemos depois que não basta estar aos pés da cruz é necessário morrer com Cristo. *E se morremos com Ele, com Ele também ressuscitaremos para uma vida nova.Longo foi o caminho e nele podemos encontrar um belíssimo roteiro se realmente queremos ser autênticos discípulos. Como estar a sua viagem? Tem consciência de onde deve chegar? Vive na certeza de que nunca estar sozinho? A nossa viagem deve ser marcada pela alegria, pois o Cristo ressuscitado caminha conosco. A cada momento Ele nos mostra o caminho a seguir, nos levanta quando caímos, nos anima quando estamos desanimados... Como a Madalena devemos reconhecê-lo e ter a coragem de gritar para todos que somente no nosso Amado Mestre encontramos a verdadeira vida. É tempo de retomar tua viagem, hoje é tempo novo, tempo de graça. O Senhor te dar a oportunidade de recomeçar, não te deixa aprisionar pelo teu passado, mas ao contrario faz dele um instrumento de aprendizado para que possas construir um futuro novo. O que passou, passou, não podemos mudar, mas sem duvida o Ressuscitado nos dará a graça de fazermos diferente de sermos uma constante novidade na vida de muitos. Deixa Deus fazer o novo na tua vida. Deixa o Ressuscitado ti conduzir por caminhos de vida eterna, deixa que a tua vida com Ele, se torne uma verdadeira aventura de amor e santidade. FELIZ PASCOA!!!!!!


Padre Leandro Cunha Lopes, fsa

10/04/2009

Páscoa de nosso Senhor Jesus


Caríssimos Irmãos Formandos, Vivemos como Igreja um tempo forte e rico no qual somos chamados a contemplar e seguir os passos do nosso Dileto e Amado Jesus. Contemplar porque somente estando sempre aos seus pés conhecemos a nós mesmos e nos tornamos capazes de caminhar na vontade do Pai. Seguir, pois somos chamados a deixar tudo, de modo especial a nós mesmos, para com a nossa vida, a cada momento estarmos na presença do nosso Crucificado. Com Jesus Sacerdote, oferecermos a nossa vida como vitima. Com Jesus Crucificado, morrermos na cruz. Com Jesus Ressuscitado, recomeçarmos uma vida nova. Que este tempo de graça possa ser para cada um tempo de graça e de confirmação da vocação dada por Deus.Um forte abraço e bom caminho!
Padre Leandro, fsa

15/03/2009

Festa de São José


Carissimos irmãos e irmãs,

Nos aproximamos de mais uma grande festa para nós Filhos e Filhas de Sant'Ana, momento no qual fazemos memoria de São José.Para nossa amada Madre Rosa ele era o "Pai da Providencia". Ela sempre havia uma grande certeza de que com a sua proteção tudo Deus providenciaria para "Sua Obra". Que no nosso coração possa crescer o desejo de estarmos sempre muito proximos dele e deixar que ele abra o nosso ser para acolhermos as graças divinas que cosntantemente são derramadas. Sem dúvida vivemos em um momento historico no qual muito dependemos desta providencia para continuarmos a ser no mundo uma presença do amor do Pai.
O Senhor nos fez sonhar e nós confiantes na sua providencia nos abadonamos na realização deste sonho, devemos com todo o nosso ser nos doarmos a aquilo que Deus nos confiou, ultrapassemos todas as barreiras que nos impedem de ser AMOR-AMANTE, e continuemos a sonhar o sonho de Deus.

FELIZ FESTA DE SAO JOSÉ
Pe. Leandro, fsa

23/02/2009

A radicalidade do Cristo Crucificado


O nosso olhar deve se encher de coragem quando nos deparamos com a grande prova de amor do nosso Jesus Crucificado. Mistério profundo e rico de significado que nos impulsiona a viver uma maior entrega, a tal ponto de nos tornarmos capazes de tudo perder pelo Tudo que é Deus. Como nos ensina São Paulo na carta aos Filipenses, “sendo ele (Cristo) de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo... (Fil 2,6-7); diante de tal fato, não podemos fazer outra coisa senão nos esforçarmos para vivermos o nosso nada, alegres por poder nos entregar quotidianamente a vontade Divina.
Cristo, com o seu testemunho, nos ensinou que, se queremos ser felizes, não devemos estar lutando para termos tanto, ou mesmo, para ser tanto, mas nos diz que o caminho verdadeiro que todo discípulo deve percorrer, é aquele da “nulidade”. É como se a cada dia tivéssemos que desaparecer mais, para que assim seja Cristo a viver em nós. Porém, aquilo que nos é ensinado, é que devemos ser os primeiros, os melhores, os mais famosos, os que detêm o maior poder. Nos viciamos e nos afadigamos nesta constante busca pela grandeza, pela fama e, movidos por isso, somos muitas vezes, capazes de passar por cima de todos, pois os outros não são vistos como irmãos que devem ser amados por aquilo que são, mas como rivais, que devem ser vencidos e superados.
Jesus, ao contrário, teve a ousadia de tornar-se “nada”, perder tudo; viveu radicalmente o seu “Sim” ao Pai, justamente porque tinha os seus olhos fixos na meta, no essencial. Em nenhum momento deixou que as coisas passageiras e efêmeras atrapalhassem o desenvolvimento da sua missão. Como seria maravilhoso se, do mesmo modo, conduzíssemos a nossa vida, transformando-a em um hino de louvor e entrega ao Rei dos reis.
Nos acostumamos, nos dias atuais, a viver de realidades aparentes e passageiras. Perdemos tempo com tantas coisas, que muitas vezes deixamos de contemplar o essencial da vida. Cristo não tirou os seus olhos do seu ideal, do seu fim, do essencial que deveria viver em sua vida. Mesmo sabendo que no final do caminho tivesse que se entregar total, não se deixou intimidar, mas ao contrário, correu ainda mais rápido, pois sabia que a dor nunca seria capaz de destruir ou impedir a sua vitória sobre a morte. Quando somos conscientes do chamado que o Eterno Pai nos fez, ninguém nunca poderá nos impedir de concretizá-lo, somente nós mesmos, com o nosso não a esta vontade.
Quando fomos criados, Deus nos entregou, junto com nossa liberdade, um belíssimo caminho para construir e percorrer, mas o mais belo é constatar que Ele já tinha pensado em um final, não no sentido de algo que obrigatoriamente tivéssemos que viver, mas no sentido de que o lugar final onde deveríamos chegar já estava evidente deste o primeiro momento, depende de cada um buscá-lo e abraçá-lo! Imaginemos um alpinista, no início do seu caminho; ele se determina a atingir o topo de um monte, e é justamente o olhar para o seu objetivo que o faz caminhar sempre mais; nos momentos difíceis, se deixa fortalecer pela vontade de atingir a sua meta. Se enche de coragem e continua, mesmo se muitas são as dificuldades. A meta funciona como uma força propulsora que nos envolve e nos torna capazes de fazer loucuras pelo simples fato de poder um dia atingí-la.
O caminho não é fácil, muitas vezes nos perdemos, nos sentimos cansados; outras vezes parece que todos querem nos impedir de continuar; em outros momentos, aparecem verdadeiros anjos que nos ajudam a prosseguir. Portanto, o mais importante, é sabermos que ninguém terá o poder para nos animar ou desanimar, depende muito mais do fato de estarmos com olhar fixo na nossa meta ou não.
Aqui podemos refletir sobre o essencial e o acidental. Jesus buscou o essencial sempre, mas muitas vezes usou o acidental simplesmente para que os homens pudessem entender melhor a sua mensagem. Por exemplo, Ele não precisava fazer barro com a saliva, para curar ninguém; nem muito menos dizer algumas palavras para que o mar se acalmasse. Porém, Ele quis usar o acidental para nos ajudar a contemplar melhor o essencial que muitas vezes está invisível aos nossos olhos. O que nos motiva na caminhada nunca pode ser o cumprir o acidental pelo acidental, e sim o essencial, ou seja, não nos consagramos a Deus para vivermos bem os votos, mas para através desta realidade acidental atingirmos a santidade, que é ser inteiramente de Deus. Os sinais são importantes, mas nunca podem ser substituídos por aquilo que significam. Explico-me, o crucifixo somente é importante para nós cristãos, porque nele encontramos o significado ou a prova do amor de Deus, em si mesmo não diria nada, mas Cristo com a sua morte, o re-significou. É o significante unido ao significado que produz um sinal.
Precisamos centrar o nosso olhar no essencial e utilizarmos dos acidentais para que cada vez mais consigamos ser fiéis no nosso caminho. Quanto mais fixamos o nosso olhar sobre o essencial mais viveremos de modo radical, pois é impossível olhar para a beleza e não se deixar seduzir por ela. Olhamos para beleza que é Deus e queremos radicalmente viver nele, sem medo de perder tudo, justamente porque sabemos que aquilo que abraçamos é muito maior do que aquilo que deixamos.
Nesta quaresma, olhemos para o nosso Amado Jesus, caminhemos com Ele no deserto, nos tornemos os seus companheiros de caminhada; não será fácil, as dificuldades nos tentarão muitas vezes a voltar atrás, ou mesmo, de termos a vontade de nos entregarmos a uma morte prematura, vazia de esperança. Como Jesus, não nos deixemos abater por aquilo que pode nos fazer desistir, mas fortaleçamos o nosso espírito com o essencial, com a certeza de onde devemos e queremos chegar. Os nossos olhos se encherão de vida, o nosso coração de coragem e não somente caminharemos, mas em alguns momentos correremos rumo à meta da nossa vida.
É tempo de nos fortalecermos, de abandonarmos os acidentais que nos destrói, ou mesmo, de repensá-los, de voltar a vê-los como aquilo que realmente são: acidentais. É hora de olhar para o essencial e viver de modo radical a nossa entrega a Deus.
Que neste tempo forte da Quaresma, possamos olhar para Cristo como modelo e meta e crescer assim na vivência do ESSENCIAL. Desta forma, sem dúvida alguma, nos tornaremos mais RADICAIS na vivência do amor, do perdão, da doação, da entrega... Nos recordemos sempre: Quando assumimos com coragem o nosso nada, nos tornamos verdadeiros gigantes.
Bom retiro Quaresmal.


Padre Leandro Cunha Lopes, fsa

10/02/2009

Renovação dos votos de Ir. Josimar


“Concedei-nos Senhor, a graça de vos amar e servir com todo o coração e de correr livremente ao encontro das vossas promessas.”

Neste dia primeiro de fevereiro, quarto domingo do tempo comum, no qual as leituras convidam de modo todo especial, a orientar o sentido da nossa vida em direção a Cristo, e este Crucificado a nossa Família Religiosa rende graças ao Senhor das Vocações, uma vez mais, pelo imenso dom da consagração religiosa confiada ao nosso Irmão Josimar.
Numa solene Celebração Eucaristica, na capela da Casa Geral das Irmãs Filhas de Sant’Ana, ele por mais um ano, nas mãos da nossa Madre Geral, a Ir. A. Maria Luisa Prandina e na presença do nosso Responsável Maior, o Pe. Manuel Gonçalo Agostinho, renova suas promessas religiosas de castidade, pobreza e obediência, segundo o estatuto da Associação Pública de Fiéis Filhos de Sant’Ana. E ao renovar as próprias promessas, ele não somente confirma a beleza da consagração em si, mas sobretudo, a oportunidade e o compromisso de vivê-la ao interno da grande Família de Sant’Ana, Mãe de Maria Imaculada.
Juntamente ao nosso Irmão, outros Irmãos, neste mesmo dia, estão iniciando ou dando mais um passo nas várias etapas de formação em outros países deste mundo. A todos eles, e de modo particular ao nosso caro Irmão Josimar, imploramos as bênçãos de Deus onipotente, o auxílio de Sant’Ana e de sua filha Imaculada, bem como a proteção materna de Madre Rosa, para que que comunhão com todos os nossos Irmãos e Irmãs no carisma, possam atingir a plenitude da caridade.
A todos e todas, também a nossa afetuosa saudação pelo dia dedicado à Vida Consagrada, neste dia 02 de fevereiro.

A Comunidade de Roma.

30/12/2008

Feliz Ano Novo!


Carissimo Amigo,
Mais um ano termina.
Muitas relidades tivemos a oportunidade de viver.
Muitos desafios, mas também muitas alegrias.
Algumas vezes erramos, mas tambem muito acertamos.
Fomos derrotados pela nossa natureza humana que teima em permanecer no que passa.
Outras vezes porém o nosso espírito se elevou e se deixou inebriar pelo Eterno.
Deus nos dá a oportunidade para recomeçar,
Dizer sim para a vida, para o amor, para alegria.
Depende de nós, das escolhas que fazemos, a nossa plenitude.
Somos livres para escolher a vida ou a morte.
Escolha a vida, abandone o que lhe faz mal, diga não ao que lhe destroi.
Ou melhor diga sim a Deus e deixe que seja Ele a tudo realizar neste novo ano.
Tome a grande decissão de não viver mais como escravo do mundo,
mas como Filho do Autor do Mundo e da propria Vida.
UM FELIZ ANO NOVO!

JUNTOS AO AMOR QUE É JESUS PASSAREMOS TODOS OS DIAS DESTE NOVO ANO JUNTOS. UM FORTE ABRAÇO.
PADRE LEANDRO, FSA

26/12/2008

Feliz Natal!




“Noite de Natal de 1889. No início da Santa Missa grande união provava e ao aproximar-me da comunhão me transportei com a mente à gruta onde o caro Jesus tinha acabado de nascer. [....] Apenas tocou meia noite o coração, direi o meu lado, começou a bater de modo tal que nunca tinha sentido assim forte; a tal sinal que todo o corpo era um pulsar, o meu peito batia forte.” (Mem. p. 956)

No mistério da Encarnação podemos contemplar o grade amor de Deus por nós, que envia o seu Filho único ao mundo, o faz assumir a nossa natureza humana, para que, através deste grandioso ato de humildade, o homem tivesse a graça de novamente estar com Ele, criador do universo.
Natal assim nos recorda vida e contemplação. Devemos, como nos convida Madre Rosa, nos transportarmos naquela gruta onde Jesus nasceu,
contemplar a vida que brota e se deixar envolver pela sua imensa humildade.
Colocar-se aos seus pés e deixar que Ele nos convença de que a vida deve ser sempre respeitada e vivida com toda intensidade.
Em muitos momentos, devido as dores, cansaços, sofrimentos, desprezos, ... podemos permitir que a vontade de viver diminua,
querendo fugir, ou mesmo abandonar tudo, e corremos assim o grande risco de negar o projeto de Deus para nossa vida, nossa vocação.
Se queremos viver em plenitude devemos abraçar a VIDA que Deus pensou para nós, mesmo que seja difícil,
é nela que encontraremos o sentido maior que nos fará continuar firmes.
Entrar nesta gruta é penetrar no mistério do nosso viver e fazer da vida, que é Jesus, a nossa Vida. Depois temos que ser ousados para contemplar, fixar o nosso olhar n’Ele, que é o nosso tudo e a nossa meta.
Sentir o coração que bate forte, justamente porque se sente tomado pela verdadeira vida, pelo verdadeiro amor.
Contemple a Jesus, deixe que Ele ti mostre o caminho a seguir e verás que tudo se tornará possível, pois através do Anjo,
Ele nos diz que “nada é impossível para Deus”.
Abraça a tua vocação à vida, para que assim tu consigas viver com fidelidade a vocação especifica que Deus te deu.
Natal tempo de abraçar a vida que é Jesus, para se viver em plenitude.

Um forte abraço do irmão e amigo.

Padre Leandro Cunha Lopes,fsa

Feliz Natal.

06/12/2008

Advento


Roma, 29 de novembro de 2008

Caríssimos irmãos,

Desde a antiguidade, a Igreja celebra a vinda do Senhor. Desta certeza nasce o tempo do Advento, momento forte no qual somos chamados a viver a espera e a vigilância. Se o Senhor vem, devemos intensificar a nossa viagem espiritual no mistério de Jesus, luz do mundo.
Nos escritos de Madre Rosa percebemos que durante este tempo muitos sacrifícios e penitencias realizava com o intuito de estar preparada para a vinda do Dileto Jesus que quer nascer em nosso ser. Também nós hoje somos convidados a ter a coragem de nos tornar vitimas de amor pela OBRA que Deus nos confia. Quanto mais somos vigilantes e atentos a tudo aquilo que Ele nos pede, mais conseguiremos fazer com que este belíssimo sonho se torne real.
É tempo de mudar, de deixar de lado tudo aquilo que nos divide; é tempo de arrumar a casa interior, para que nada possa impedir a graça e a providencia de Deus, pois o Senhor quer sempre tudo nos dar, mas muitas vezes somos nós, com nossas infidelidades que barramos a sua ação. É tempo novo aproveitemos também para nos tornamos criaturas novas, e assim deixar que no centro do nosso ser possa estar Jesus o nosso TUDO.

Bom tempo de advento e que através da oração possamos permanecer unidos.

Padre Leandro, fsa